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Estréia do Papo de Treinador

Estréia do Papo de Treinador

Economizar ou Gastar?

Uma das tendências mais discutidas hoje no âmbito cientifico, centros esportivos e assessorias que trabalham com a corrida de rua é sobre uma tal de “economia de corrida” (EC)

O principal objetivo da corrida não seria gastar energia?

Devido ao seu importante papel sobre o desempenho em provas de média e longa duração, diferentes intervenções têm sido propostas para melhorar a economia de corrida .

Durante muito tempo, o alto consumo máximo de oxigênio ( O2 máx) foi considerado a principal variável preditora do desempenho em provas aeróbias de média e longa durações. Mais recentemente, limiares metabólicos, velocidade do O2 máx e economia de corrida (EC) têm se mostrado também importantes indicadores do desempenho, especialmente em atletas de alto rendimento (PATE; KRISKA, 1984).

Outro autor enfatiza que  EC é expressa pelo consumo submáximo de oxigênio ( O2 submáx) e pode ser definida como a energia despendida em determinada velocidade de corrida em estado estável (SAUNDERS et al., 2004).

Com isso, corredores com boa EC utilizam menor porcentagem de seu O2 máx para uma mesma velocidade de corrida, ou seja, são capazes de realizar maior trabalho com menor gasto energético (SAUNDERS et al., 2004).

Como podemos perceber os benefícios desse processo através da economia da corrida seria talvez pela melhoria da eficiência de utilização das variáveis de vias metabólicas, ou talvez seria pela menor sobrecarga mecânica no sistema músculo esquelético através de um padrão de movimento especifico.

Ai está a grande sacada, alguns  autores destacam que para chegar a esses níveis dependemos de alguns fatores cruciais, não somente do padrão de movimento perfeito, estudado pela biomecânica como vem sido evidenciado pela grande maioria dos profissionais de Educação Física e nos segmentos da internet como o padrão ouro da economia da corrida.

A EC pode ser afetada por diversas variáveis intervenientes, entre elas a experiência dos indivíduos com a esteira ou o protocolo de testes utilizados. O nível de treinamento do indivíduo, o calçado utilizado, a hora do dia em que o teste foi realizado, o estado nutricional e as atividades prévias (SAUNDERS et al., 2004).

Fatores neuromusculares também têm sido apontados por afetar diretamente a EC, e entre eles podemos mencionar:

  1. o recrutamento das unidades motoras (MILLET; LEPERS, 2004; BONACCI et al., 2009);
  2. a taxa de desenvolvimento da força (TAYLOR, 1985; STOREN; HELGERUD; HOFF, 2011);
  3. o tempo de contato com o solo (PAAVOLAINEN et al., 1999);
  4. a força de reação ao solo (SAUNDERS et al., 2006); e 5. a rigidez músculo‑tendão (stiffness muscular) (PAAVOLAINEN et al., 1999; BO‑ NACCI et al., 2009).

 

Todos estão relacionados à execução do ciclo alongamento e encurtamento (CAE), ou seja, podem afetar a utilização da energia elástica produzida no impacto durante a fase excêntrica do movimento (PAAVOLAINEN et al., 1999; SPURRS; MURPHY; WATSFORD, 2003; NICOL; AVELA; KOMI, 2006).

O CAE se caracteriza pela execução de uma fase excêntrica precedendo uma concêntrica e parece interferir nas variáveis determinantes da EC (PAAVOLAINEN et al., 1999; SAUNDERS et al., 2004; NICOL; AVELA; KOMI, 2006; KUBO et al., 2007; KUBO et al., 2010).

Assim, estratégias para melhorar a habilidade do atleta na sua utilização passaram a ter grande interesse na prática do treinamento de corridas de média e longa durações (PAAVOLAINEN et al., 1999; SPURRS; MURPHY; WATS‑ FORD, 2003; NICOL; AVELA; KOMI, 2006).

Entre as diferentes intervenções propostas, o treinamento de força tem se mostrado eficaz em melhorar a EC (JOHNSON et al., 1997; PAAVOLAINEN et al., 1999; SPURRS; MURPHY; WATSFORD, 2003; SAUNDERS et al., 2004; SAUNDERS

Portanto, podemos sugerir que o treinamento pliométrico pode ser mais van‑ tajoso para a melhoria da EC comparado a outros métodos de treinamento. Essa sugestão está baseada nos resultados dos estudos avaliados na presente revisão em que os maiores efeitos sobre a EC foram observados após um período de treina‑ mento pliométrico (KRAEMER; FLECK; EVANS, 1996; STONE et al., 2000; TURNER et al., 2003; KAWAMORI; HAFF, 2004; SAUNDERS et al., 2004; BERRYMAN; MAUREL; BOSQUET, 2010).

Outro ponto de grande interesse e que ainda permanece controverso na literatura diz respeito aos mecanismos responsáveis pela melhoria da EC após o treinamento de força ou de potência (KUBO et al., 2010).

Entre os possíveis mecanismos, mudanças sobre os componentes contráteis e elásticos dos músculos e tendões têm sido sugeridas (SPURRS; MURPHY; WATSFORD, 2003; BERRYMAN; MAUREL; BOSQUET, 2010; KUBO et al., 2010; NORDEZ et al., 2011).

Dentre elas, alterações na rigidez músculo‑tendão, mais conhecida como stiffnes muscular, estão significan‑ temente relacionadas a mudanças sobre a EC após um período de treinamento (PAAVOLAINEN et al., 1999; SPURRS; MURPHY; WATSFORD, 2003; SAUNDERS et al., 2004; BONACCI et al., 2009).

Entretanto, esses efeitos são ainda controversos. Turner, Owings e Schwane (2003) verificaram melhora na EC induzida pelo treinamento pliométrico, sem modificações significantes na altura do salto vertical ou nas variáveis que poderiam indicar melhora na capacidade de estocar e utilizar a energia elástica. Outros estudos têm mostrado que após treinamento com saltos em profundidade a estrutura do tendão não foi alterada (KUBO et al., 2007; KUBO et al., 2010).

Dessa forma, ainda não há um consenso de que esse fenômeno contribua para a EC, e futuros trabalhos são necessários para confirmar a importância dessas variáveis sobre a EC e as alterações induzidas pelo treinamento.

O que podemos observar entre algumas citações postadas acima são, diferentes variáveis relacionadas para  melhoria da economia da eficiência da corrida e por algumas carências de estudos e evidências nos apegamos a algumas diretrizes construídas ao longo do tempo.

Segue a dica do papo de treinador, a palavra chave de todo um processo de treinamento está relacionado diretamente com os princípios do treinamento desportivo que na sua maioria das vezes é ignorado pelos treinadores, uma boa avaliação com protocolos adequados a sua atividade, proposta associado a uma periodização e planejamento de todas necessidades com a individualidade biológica, sobrecarga, interdependência do volume e intensidade são fatores significativos para se obter respostas positivas quanto ao assunto abordado, então, quando for seduzido por algum anuncio tipo cartomante ‘trago o amor em 3 dias’, tomem cuidado você pode está sendo enganado, procure sempre profissionais ou centros de treinamento que possibilitem de forma adequada atingir os seus objetivos com qualidade e segurança.

 

Refêrencias

OS EFEITOS DOS TREINAMENTOS DE FORÇA E DE POTÊNCIA SOBRE A ECONOMIA DE CORRIDA Everton Crivoi do Carmo Marcelo Gomes Pereira Diego Barretti Cesar Cavinato Cal Abad Valmor Tricoli Universidade de São Paulo – Brasil

TREINAMENTO DE FORÇA E ECONOMIA DE CORRIDA Demétrius Vidal Azevedo Filho Aluno do curso de Educação Física Universidade de Ribeirão Preto – UNAERP, Campus Guarujá Demetrius27.edfisica@hotmail.com Saulo dos Santos Gil Professor do curso de Educação Física Universidade de Ribeirão Preto – UNAERP, Campus Guarujá saulosgil@hotmail.com

 

 

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