Lorem ipsum dolor sit amet, adipisc ing elit, consectetur adipiscing elit. Duis ut ligula leo adipiscing elit.

PHONE:           0035 244 58 265

E-MAIL:           info@example.com

ADDRESS:      Rohr PL 989, NY

Instagram

TREINAR NO CALOR E COMPETIR NO FRIO

TREINAR NO CALOR E COMPETIR NO FRIO

Em Abril recebi uma mensagem com um desafio de fazer uma periodização e a preparação de uma aluna com idade de 50 anos com um histórico de mais de 10 maratonas em diversas cidades e países. Porém, esse projeto tinha um “algo” diferente.

Quer saber o desfecho desse meu desafio?

Venham comigo e vamos juntos ter um papo bacana e esclarecedor de algumas dúvidas sobre esse universo chamado “corridas” pelo mundo afora. Vamos nessa que o ” Papo com Chokito” te ajudará.

“A vida, especialmente quando submetida à coação, busca e cria outras formas de ordenação. É sua transcendência que lhe confere essa liberdade criativa. Liberdade pelo menos de protestar e de insurgir. Pode-se torturar o ser humano, e até matá-lo, mas ninguém consegue lhe tirar essa capacidade de se opor”.

(Boff, 2000, p. 39).

Muitos corredores amadores participam todos os anos de corridas de longa distância buscando sempre novos desafios, devido a baixa temperatura, as respostas fisiológicas frente ao exercício em ambientes desfavoráveis podem variar de individuo para individuo e influenciando diretamente no estado de saúde  podendo variar de um dia para o outro.

Entretanto, não podemos garantir que uma boa preparação irá inibir ou evitar os efeitos diretos relacionados a baixa temperatura, o risco de hipertermia induzida pelo exercício, hipotermia, desidratação e problemas resultantes de uma corrida de longa distância, contínua são comuns independente do frio ou calor.

Durante maratonas realizadas em temperaturas frias ou muito frias, os distúrbios mais comuns são hipotermia, exaustão e desidratação. As queixas mais comuns são astenia, calafrios, letargia, fala arrastada, tonteira, diarreia e sede.

Levando todos os fatores adversos relacionado ao evento o ponto principal foi o ambiente da preparação comparado aonde seria realizado a prova, ou seja como iniciar o planejamento em menos de 6 meses para uma maratona no gelo em salvador?

Os princípios do treinamento possibilitou buscar recursos e parâmetros para idealizar o macrociclo, a individualidade biológica da aluna favorecia todos os requisitos necessários para o desafio ou seja só tínhamos um pequeno detalhe que muitas vezes esquecemos os aspectos psicológicos, mesmo motivado o medo do novo a ansiedade e a frustração quando vai se aproximando o período da competição toma conta e essa psicossomatização pode interferir diretamente nos resultados da preparação.

Considerando a transcendência como a causadora da inclinação humana a “violar interditos” e “superar limites”, podemos notar a estreita ligação, sugerida por Boff (2000), entre transcendência e superação de limites.

O macrociclo durou até o 5° mês de preparação atingindo volume pico  um mês antes da prova, teve como objetivo o trabalho das adaptações especificas a prova, a justificativa de não ter utilizado ao longo de todo processo foi o risco de lesão e desconforto em realizar os treinos  com as roupas especificas ao frio em um ambiente de calor. Sendo uma prova característica de traill run, buscamos otimizar todos os recursos que o endurance traz,  trabalhamos as deficiências musculares e situações de esforço extremo em condições desfavoráveis,  iniciamos o trabalho com o uso do calçado na areia da praia e areal, aproximando a densidade e textura da neve. confesso que tentamos todos os recursos possíveis para minimizar qualquer desconforto para o dia da prova porém aproximar a realidade do frio no calor é querer fazer milagre. A aclimatização foi realizada 3 dias antes na cidade aonde seria a prova, com o planejamento do uso das roupas buscando o máximo de adaptação.

cabe salientar a importância que teve o trabalho em equipes multiprofissionais também é considerado um recurso importante para atingir um dos aspectos da integralidade nas práticas em exercícios e desportivas , buscando a concepção da integralidade como uma dimensão das práticas de saúde e qualidade de vida.
.

Nutricionista

A parte nutricional teve que ser toda modificada com a adaptação a alimentos da cultura local e que fornecesse as mesmas fontes de energia e fazer com que o organismo não sentisse o impacto e comprometesse a prova. adaptamos a ingesta da hidratação fria e quente além de alimentos de rápida absorção de carboidratos e isotônicos para evitar a desidratação em virtude da baixa umidade e baixa temperatura.

Fisioterapia

Com a fisioterapia o conjunto das técnicas do Pilates foi fundamental para o equilíbrio e técnicas de respiração e fortalecimento articular, muscular e do core, além de algumas intervenções para minimizar os impactos sofridos na preparação inibindo possíveis lesões e sobrecarga.

Profissional de Educação Física

A periodização partiu dos resultados das avaliações do vo2, ergo espirometria, biomecânica e de força levando em consideração o seu histórico adequamos todas essas variáveis ao metodochokito.

introduzimos o treinamento de força enfatizando as valências físicas de maiores deficiência além de ampliar a capacidade das fibras lentas e fortalecimento do core para suportar o peso dos equipamentos e vestimentas.

Durante os 5 meses de preparação

A periodização das atividades foram divididas em.

  • Corrida 3 a 4 x na semana saindo de um volume semanal de 42km a 84 km semanais.
  • Terça/quinta/sábado ou domingo. turno manhã.
  • Pilates 2 x na semana
  • Terça/quinta turno oposto a corrida
  • Musculação 3 x na semana.
  • seg/qua/sex

A prova foi realizada nesse domingo e concluída em 7h06m dentro do que foi proposto ao longo de todo planejamento, concluo o nosso papo enfatizando o fator individual como motivação, disciplina, resiliência e o trabalho multiprofissional foram fatores significativos para realização desse projeto, finalizo com a seguinte citação.

segundo Boff (2000), Vale lembrar que algumas circunstâncias, ainda que adversas, nos conferem possibilidades de experimentar os limites da condição humana; e romper, insurgir com os mesmos. E aos voltarmos de tais experiências, somos impelidos a ampliar nossa “marcha” pela liberdade da razão de ser humano.

 

 

Post a Comment