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A CORRIDA PREJUDICA A SAÚDE

A CORRIDA PREJUDICA A SAÚDE

Semana passada recebi um e-mail de uma aluna da faculdade com seu trabalho de conclusão de curso aonde tinha o seguinte tema “A corrida prejudica a saúde”. No primeiro momento tomei aquele susto, conferir novamente pra ter certeza do que eu estava lendo e confirmei que estava orientando um projeto de pesquisa que iria de encontro a tudo no qual preconizo como verdade.

Puxa a cadeira e vamos tomar um café

Ao questionar a aluna sobre a motivação na qual levou-a tratar sobre essa temática, a mesma relatou ter lido em um site de um médico, no qual a chamada de apresentação era “correr faz mal a saúde”.

Solicitei o link do site para verificar a veracidade e a credibilidade da informação na qual me deixou um pouco perturbado e inquieto aonde me instigou investigar e poder sentar e tomar café com meus leitores.

 

Fui buscar o fundamento base utilizado pelo autor da postagem  para justificar a afirmação comparado com as revisões referentes a esse assunto.

segundo o autor Dr Alexandre Duarte, afirma que  exercícios físicos não são bons para a saúde? Sim! Mas até certo ponto. Quando corremos utilizamos energia muscular para manter nosso corpo em movimento.

Essa energia vem inicialmente de uma reserva muscular que nosso corpo guarda, chamada glicogênio.

O glicogênio, por sua vez, tem estoque energético para, em média, 30 minutos.

A partir daí nosso corpo começa a ter que obter energia de fontes secundárias.

O corpo começa a destruir gordura (isso é bom) e ao mesmo tempo proteínas (isso é ruim) para transformá-las em energia.

Além disso, a degradação de gorduras e proteínas para a formação de energia gera grande quantidade de radicais livres, que são substâncias tóxicas e prejudicam nosso metabolismo.

Vamos a ciência

REV. BRAS. GERIATR. GERONTOL., RIO DE JANEIRO, 2011; 14(3):441-451

No estudo sobre  Metabolismo Mitocondrial, Radicais Livres e Envelhecimento. O Autor afirma que  o envelhecimento caracteriza-se por aumento do
acúmulo de danos genéticos e redução dos reparos
genômicos.
O envelhecimento induz um maior estresse oxidativo, que aumenta a quantidade de
proteínas, carboidratos, lipídeos e ácidos nucléicos oxidados, especialmente quando há declínio do
metabolismo mitocondrial de ATP e aumento da produção de radicais livres e espécies reativas.

Então a afirmação acima feita pelo medico está diretamente relacionado a efeitos bioquímicos e fisiológicos do processo de envelhecimento e não induzidos pelo uso de fontes secundaria durante atividades aeróbias de longa duração.

Por fim, deve-se ressaltar que estímulos patogênicos como o estresse oxidativo e genotóxico ativam a via de sinalização do fator nuclear kappa beta (NFkB  que é um complexo protéico que desempenha funções como fator de transcrição. NF-κB pode ser encontrada em quase todos os tipos de células animais e está envolvida na resposta celular a estímulos como o estresse, citocinasradicais livresradiação ultravioleta, oxidação de LDL e antigénios virais e bacterianos), por sua vez, induz a ativação de genes associados ao envelhecimento celular.

O (NFkB) ativa genes que inibem a morte celular (por apoptose ou necrose),
que provocam imunossenescência, atrofia
muscular e inflamação. (REV. BRAS. GERIATR. GERONTOL., RIO DE JANEIRO, 2011; 14(3):441-451)

As células podem se defender frente ao estresse oxidativo devido à ação dos diferentes tipos de
antioxidantes celulares, Justamente por causa dos eficientes sistemas antioxidantes celulares e também daqueles oriundos da alimentação, os organismos senescentes são protegidos e envelhecem mais lentamente.

Assim, deve-se ressaltar que o estresse oxidativo/nitro sativo associado ao envelhecimento não é sistêmico, tampouco afeta de modo similar todos os tecidos e/ou órgãos.

O estresse oxidativo/nitro sativo pode estar presente em um órgão e ausente em vários; e, mesmo na sua presença, pode não haver alterações suficientes para induzir o envelhecimento celular.

Dai vem a expressão do senso comum que “correr envelhece”, talvez tenha sido a base de pensamento do medico.

Você já ouviu falar em “Hormese”?

Hormese é qualquer processo em uma célula ou organismo que exibe uma resposta bifásica à exposição a quantidades crescentes de uma substância ou condição. Dentro da zona hormética, geralmente há uma resposta biológica favorável a baixas exposições a toxinas e outros estressores.

Trata-se de um fenômeno biológico conhecido há muitas décadas, que consiste da adaptação celular a estímulos sub-patogênicos como exposição a baixos níveis da radiação, calor, medicamentos e stress extremo ao esforço físico além de outras substâncias estranhas ao organismos ou xeno-bióticos.

Suresh I. Rattan, da Dinamarca, foi o pioneiro a investigar os efeitos da hormese na longevidade celular e de organismos. A hormese aumenta a reduzindo as taxas de morte celular, contribuindo para a melhoria fisiológica e o aumento da longevidade. O papel dos radicais livres e do (NFkB) no envelhecimento celular e os mecanismos protetores anti-envelhecimento relacionados coma Hormese, restrição calórica e Sirtuínas.

O exercício físico e a restrição calórica são fatoresque induzem a hormese. Esta é mediada pela expressão das sirtuínas que, por sua vez, inibem a morte celular, estimulam a biogênese mitocondrial e melhoram a estrutura e a função das mitocôndrias,devido à expressão das proteínas do choque térmico (HSP) mitocondriais, com redução do estresse oxidativo/nitro-sativo, aumento da capacidade antioxidante e diminuição do envelhecimento.

O estresse oxidativo/nitro-sativo contribui para
o envelhecimento celular por meio de diversos e
complexos mecanismos celulares e moleculares.
A produção de espécies reativas tende a aumentar
com o envelhecer.

No entanto, dietas menos calóricas, ricas em antioxidantes e pobres em pró-oxidantes associadas a um estilo de vida saudável com controle do peso e prática regular de atividades físicas reduzem o stress oxidativo, os radicais livres, melhoram a função mitocondrial, aumentam a longevidade e melhoram a saúde e a qualidade de vida dos idosos.

Será que correr faz mal a saúde? Afirmar efeitos bioquímicos e fisiológicos a nível celular sem caracterizar o perfil do individuo como por exemplo a faixa etária, local aonde pratica sua corrida, em que condições é exposto a essa atividade, qual o tipo de orientação nutricional esse individuo tem, a sua estrutura morfológica (fenótipo), fatores genéticos (genótipo) e alguns princípios são significativos para ocorrer danos deletérios ao organismo celular e a saúde, um dos principais fatores seria a sobrecarga e falta de orientação e periodização adequado para um programa de treinamento de corrida de longa distâncias.

 

Correr faz bem a saúde.

Comments

  • Zenita
    reply

    Oi seja:
    No pensamento desse médico, até pode ter sentidos positivos! Mas correr consciente e para saúde faz a diferença. É provoca o inverso disso tudo. Promovendo vida longa e cada vez mais jovem.
    Conclusão: com a visão desse médico, ele jamais vai indicar um cliente para correr! O que é uma pena!!!

    4 de setembro de 2019
  • Até justifica dizer que a (corrida prejudica a saúde), e ainda assim em parte. Conforme afirmo nesses 40 anos correndo. A verdade é que principalmente quando se trata de corredor profissional, a gente excede o limite do nosso corpo, alterando tudo que seria de benefícios para saúde, com mostra esse estudo citado acima. Mas ainda assim de uma coisa é certa: a única forma que se tem pra viver longe dos medicamentos é correndo. Basta ter consciência e um acompanhamento de um profissional comprometido. Que não vise só o resultado do seu atleta, mas a saúde também.
    Concluindo: na visão desse médico com certeza ele nunca vai prescrever seu cliente a corrida. Na medicina deveria ter
    Matérias de Educação Física, assim como temos na Educação Física. Pois existe muito comportamento de alguns profissionais que deixam a desejar.

    5 de setembro de 2019
    • Chokito
      reply

      parabéns zeni, excelente contribuição.

      9 de setembro de 2019

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