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SUPLEMENTAÇÃO E CORRIDA

SUPLEMENTAÇÃO E CORRIDA

PAPO COM A NUTRI

A utilização de suplementos esportivos pode contribuir de forma valiosa para o desemprenho de atletas amadores e de alta performance. Os próprios atletas costumam requisitar ao profissional de saúde tanto em esportes de endurance, quanto em treinamentos resistido.  Mas será que realmente é necessário a prescrição desses suplementos?

Em 2016, o American College of Sports Medicine (ACSM)  listou os 5 recursos ergogênicos com maior respaldo cientifico na literatura utilizados na prática esportiva. São eles:  Creatina, cafeína, bicarbonato de sodio, beta-alanina e nitrato.  (Carbohydrate feedings before, during, or in combination improve cycling endurance performance)

Em geral, em treinamentos com duração maior que 2 horas, a ingestão de carboidrato irá prevenir a hipoglicemia, manter alta as taxas de oxidação de carboidrato, preservar o uso do glicogênio muscular e aumentar a capacidade de endurance quando comparamos com indivíduos que não realização suplementação intra-treino.

Mais recentemente, tem sido demonstrado o aumento da performance mesmo em exercícios com tempo inferior de 2 horas, porém de alta intensidade (aproximadamente 1 hora acima de 75% do VO2 máx).  Diante disso, a grande preocupação dos atletas é: Em que momento suplementar? O que suplementar? Quanto suplementar? É melhor repor carboidrato em forma de alimentos ou suplementos?

O guideline mais recente, divulgado pelo American College of Sports Medicine (ACSM) recomenda a ingestão de 30-60g de carboidrato por hora de exercício, haja visto que a taxa de oxidação deste nutriente consiste em média em 1g/minuto.  Essa recomendação pode ser alcançada através de bebidas carboidratadas, gel de carboidrato ou alimentos sólidos que contenham baixa quantidade de fibra, gordura e proteína, haja visto que esses componentes reduzem a absorção de glicose a nível intestinal.

É altamente recomendado que o profissional estabeleça estratégias para treinar função intestinal deste atleta que irá receber um aporte de glicose maior em um curto espaço de tempo.  Sintomas gastrointestinais como inchaço, cólicas, diarreia e vômito são comuns em muitos esportes, especialmente esportes de resistência (Training the Gut for Athletes).

Saindo um pouco das evidências cientificas e trazendo para a prática clínica, na corrida ou em qualquer outro esporte o mais importante é sempre avaliar o paciente de forma individualizada. Por mais que a literatura recomende 30 a 60g/hora de ingestão de carboidrato, isso dificilmente acontece, geralmente por conta dos desconfortos gastrointestinais que essa quantidade pode causar. Atletas bem adaptados conseguem realizar provas de 2-3h sem nenhuma reposição de glicose e ainda assim sem perda da performance.  Os repositores intra-treino mais utilizados são os géis contendo em média 20 a 30g de carboidrato. O ideal é que o gel tenha um blend de carboidrato, ou seja, diferentes fontes desse macronutriente, como por exemplo maltodextrina, frutose e dextrose, isso viabiliza o uso de diferentes receptores intestinais, evitando a saturação dos mesmo e o surgimento de sintomas como flatulência, náuseas e vômitos.  Diante do exposto, o mais importante é um tratar o paciente de forma individualizada. Levar em consideração o históricos de vida, comorbidades, intolerância a glicose, função gastrointestinal, nível de hidratação e principalmente nível de treinamento e adaptação do atleta. Tudo que for usado na prova deve ser testado previamente,em conjunto com o treinador (profissional de educação Física) a fim de evitar desconfortos e por sua vez queda de performance ou até frustração pelo corredor.

Laís Fonseca

Nutricionista Clínica e Esportiva Funcional

Membro do IBNF
Nível 1 em Cineantropometria ISAK

CRN 5   5794
Tel: (71) 98883-2998

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